filho de
homem às portas do lixo
bois a
nascerem de rompante
por cima
um céu pregado
todas as
mentes brilhantes
tecem pareceres
flutuando
no topo do arranha céus
quem
controla
o velho
contacto celeste
se as
luzes já se apagaram
vamos
desdobrar todas
ambiguidades
para nos refugiarmos
nos “ses”
das grutas
começar
tudo de novo
agora
com o
sim engalanado
ofuscando
o não e
o talvez...do outro lado
oiço os
tacões cardados
batendo
nas calçadas, a medo
por ser
ainda cedo
o galo
ensaiou um cantar
rouco
quase inaudível
no topo
de uma estrela
com o
enorme vento
roncando
pelo grande silêncio
gelada a
voz da criança
sentada
no esfarrapado patamar
vai
dizendo em surdina
se um
elefante incomoda muita gente
dois
elefantes incomodam muito mais
trés
elefantes incomodam ainda mais
palavras
tristes
nuas
tiritam ao vento norte
em gelos
glaciares convertidas.
“KimdaMagna
