Quadrado de mente
obtuso ângulo na forma de estar.
Sol peneirado queria ele, sonhava alto
este mancebo mesmo se na horizontal posição.
É um deleite de si próprio
arroga certeza químicas
em doméstico laboratório.
Um dia… tropeçou num fio de aranha
nariz caído certeiramente
no centro da teia
deixou de respirar, mas não de ver
o descalabro estatelado onde tombara.
Cogitou ainda uma saída.
Azar… seu spray anti labirinto
caíra do bolso roto da sua alma.
Adivinhem quem chegou? ALMAS DE PORCELANA, edição angolana da poesia
seleccionada de Gociante Patissa até 2023. É uma co-edição da União dos
Escritores Angolanos e a Imprensa Nacional (que patrocinou e distribui a
obra)
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Quem hoje esteve na Ilha de Luanda na noite de poesia que homenageou a obra
do confrade Bonavena pôde adquirir o seu exemplar. Mais novidades
oportunamente...
Há 2 semanas

