Eu estava no princípio do espectáculo
quando escutei o murmúrio da noite inclinada,
sussurrando baixinho em meu ouvido
soltou uma voz líquida e compacta como néctar.
A minha vez foi anunciada pela mãe das marés, o privilégio da vida.
Apesar dos contrasins, nas curvas do teu corpo
um livro de sabedoria, guiava me por ti
por entre dedos o tilintar das tuas entranhas
revelou se qual pedra esmerilada, carne túmida
no gemido, as pálpebras quentes a queimar
floriácio devir do toque dos corpos.
Exausto adormeci, sentindo a porta deixada aberta
pelo teu calor, liquefeito eu dentro de ti.
Adivinhem quem chegou? ALMAS DE PORCELANA, edição angolana da poesia
seleccionada de Gociante Patissa até 2023. É uma co-edição da União dos
Escritores Angolanos e a Imprensa Nacional (que patrocinou e distribui a
obra)
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Quem hoje esteve na Ilha de Luanda na noite de poesia que homenageou a obra
do confrade Bonavena pôde adquirir o seu exemplar. Mais novidades
oportunamente...
Há 2 semanas

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