segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ETERNIDADE

 


No princípio está sempre um fim mesmo que invertas a situação, irrompe causa/efeito um campo abre se. Velhas pedras também se desfazem e concebem poeiras e as auroras despontam incansáveis e encontraremos os lugares deixados por outros, sendo inexorável o rumo ao nascimento ou à morte! É preciso fustigar o espirito entorpecido com clarões, aquecer o coração, preparar o lugar para sem dúvidas partires. As penumbras agonizantes com desprezo visceral arrumaremos em local seguro, para que não seja causa de espanto, fala, faz um discurso para apaziguar as massas em burburinhos quase ocultos. Convém nestas deambulações não perturbar o universo, saber só como e aonde começar, será quanto baste, mesmo que o esplendor daquele instante trema. Não temas enfrentar qualquer questão inevitável lembra que o devir será o último e eterno deus.

2 comentários:

Anónimo disse...

Gostei de ler.

José Félix

Anónimo disse...

O devir como divindade final

> "Não temas enfrentar qualquer questão inevitável lembra que o devir será o último e eterno deus."

Esta frase final é um mantra ontológico. O devir — o fluxo, a transformação — é elevado à condição de divindade. Não há fixidez, não há salvação fora do movimento. O eterno não é o imutável, mas o infinitamente mutável. O deus final não é estático, é processo.