No princípio está sempre um fim mesmo que invertas
a situação, irrompe causa/efeito um campo abre se. Velhas pedras também se
desfazem e concebem poeiras e as auroras despontam incansáveis e encontraremos
os lugares deixados por outros, sendo inexorável o rumo ao nascimento ou à
morte! É preciso fustigar o espirito entorpecido com clarões, aquecer o
coração, preparar o lugar para sem dúvidas partires. As penumbras agonizantes
com desprezo visceral arrumaremos em local seguro, para que não seja causa de
espanto, fala, faz um discurso para apaziguar as massas em burburinhos quase
ocultos. Convém nestas deambulações não perturbar o universo, saber só como e
aonde começar, será quanto baste, mesmo que o esplendor daquele instante trema.
Não temas enfrentar qualquer questão inevitável lembra que o devir será o
último e eterno deus.


2 comentários:
Gostei de ler.
José Félix
O devir como divindade final
> "Não temas enfrentar qualquer questão inevitável lembra que o devir será o último e eterno deus."
Esta frase final é um mantra ontológico. O devir — o fluxo, a transformação — é elevado à condição de divindade. Não há fixidez, não há salvação fora do movimento. O eterno não é o imutável, mas o infinitamente mutável. O deus final não é estático, é processo.
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